Propaganda

A ciência da ressaca: como se prevenir no carnaval

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email
0
(0)

Carnaval, diversão, bloquinhos, cerveja, trio elétrico, catuaba, paquera, balada, vodka e cachaça… Todos esses elementos são tão certos ou tão constantes nesse período de folia quanto a ressaca depois.

Mas afinal, o que é a ressaca? Implacável, ela vem e nos atinge em cheio, provocando a sensação universal do “nunca mais vou beber assim!”. Todavia, ela dura até… o desfile do próximo bloquinho ou qualquer outra ocasião que favoreça a ingestão (não muito moderada) de álcool.

Logo, a ressaca é a combinação de fatores que incluem a intoxicação pelo álcool (e seus desdobramentos) e a desidratação prolongada provocada pela ingestão do álcool. Talvez, nem mesmo a nova pílula antirressaca pode te salvar.

Oi ao banheiro pela primeira vez…

O álcool inibe a liberação de um hormônio que atua nos nossos rins. Este hormônio, ADH, sigla em inglês para o hormônio anti-diurético, é responsável em manter a água no nosso corpo. Ele faz com que boa parte da água que é filtrada pelos nossos rins seja reabsorvida, resultando na formação de uma urina mais concentrada. Portanto, poupar água para o organismo é uma estratégia fundamental de sobrevivência adotada por todos os seres vivos que habitam a terra firme!

Uma vez que o hormônio ADH tem sua ação inibida pela concentração (crescente) de álcool que ingerimos, e somando-se os vários copos de cerveja que bebemos, o resultado da matemática é simples: as idas ao banheiro aumentam muito e elimina-se mais água do que normalmente se ingere – o resultado dessa conta é um déficit que será sentido a posteriori.

Incansável fígado!

Outro ator nessa importante epopeia etílica é o nosso fígado, principal órgão responsável em metabolizar as substâncias tóxicas que são lançadas na corrente sanguínea. Os hepatócitos, células do fígado, são ricos em organelas especializadas em promover a quebra do álcool em substâncias menos nocivas à nossa saúde. Os peroxissomos e os retículos endoplasmáticos lisos dispõem de enzimas como a álcool desidrogenase que transformam o álcool em acetaldeído (produto intermediário e muito tóxico). O acetaldeído é o cara que provoca todos os sintomas adversos que fazem com que você se sinta muito mal: dor de cabeça (também provocada pela desidratação), náuseas, ânsia de vômito, sensibilidade à luz tantos outros – quem já passou pela experiência sabe bem descrever.

Felizmente, o fígado produz outra enzima, a aldeído desidrogenase, que transforma o acetaldeído em acetato. Esse produto atóxico não provoca efeitos negativos no nosso organismo.

Curiosidade: na população em geral há uma parcela de indivíduos que produzem menos a enzima aldeído desidrogenase (sobretudo mulheres) . Isso faz com que os efeitos negativos da ressaca sejam prolongados para essas pessoas, o que as torna menos propensas ao alcoolismo. Essa deficiência funcionaria como um mecanismo fisiológico punitivo. E ninguém gosta de punição, certo?

Até que todo o álcool ingerido é eliminado a partir dos processos mencionados acima, o seu organismo trabalha duro e gera, em casos de abuso, os sintomas tão indesejados.

No final, as recomendações (já muito conhecidas e pouco praticadas) são: evitar o excesso e hidratar-se o máximo possível! Se não conseguir, boa ressaca e que venha o carnaval 2023!

O que você achou deste post?

Clique nas estrelas para avaliar!

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Propaganda

A ciência da ressaca: como se prevenir no carnaval

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Propaganda

plugins premium WordPress
× Informações ou dúvidas?